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Expresso

Ressabiamento nervoso ou recolher obrigatório?

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A esquerda triunfal continua a agir como se tivesse ganho a 3ª Guerra Mundial à direita. A maioria de ódio absoluto da esquerda finalmente uniu-se pelo bem de uma causa maior, derrotar a odiosa minoria de direita.

A defesa das minorias passou à história com a “vitória esmagadora” da maioria das minorias sobre a maioria minoritária. O próximo desafio da maioria da esquerda é acabar com a maioria de direita na Presidência da República, principal objectivo já reclamado pela candidata do BE a Presidente de todos os portugueses.

Pouco interessa que o Presidente da República tenha sido eleito pela maioria dos portugueses em sufrágio universal directo há menos de 5 anos e, por isso, esteja ainda em plenitude de funções de acordo com a Constituição da República. E por isso seja merecedor do respeito institucional inerente ao supremo magistrado da nação.

Pois respeitar a Constituição também é respeitar os órgãos de soberania do Estado. A recente confrontação das várias esquerdas unidas contra o Presidente e suas decisões, ilustra bem o elevado nível democrático que se vive na República nos quentes dias de hoje.

A vontade do povo tem mais encanto quando vota na esquerda… pois quando vota na direita não deve ser levada a sério. Como comprova o facto dos partidos de esquerda radical terem passado os últimos 4 anos na Assembleia da República insistentemente a pedir a demissão do governo maioritário de direita. Eleito pela maioria dos portugueses.

Na democracia de esquerda, o tempo é agora de recolher obrigatório da direita. A direita deve assim permanecer submissa perante a humilhação da sua derrota imposta pelos conquistadores da liberdade.

Os salvadores da Pátria de esquerda afastaram as mentes pérfidas de direita, que castigaram os portugueses com austeridade para seu próprio deleite. Todo e qualquer castigo serão pequenos contra tão nefasta acção e influência.

O ressabiamento nervoso da direita, sabiamente diagnosticado pela esquerda com vasta experiência própria neste tipo de patologia, deve assim ser combatido com elevadas doses de humildade e de fair play democráticos. Conceitos tão caros à esquerda.

Fair play de quem perde quando ganha, respeitando quem ganha quando perde. Sabemos agora que é ainda mais difícil para a esquerda saber ganhar do que saber perder. Na vida, tal como no desporto, os adversários não são inimigos. Ou não deveriam ser…

Se quando a esquerda perde, passa o tempo a pedir a demissão da direita vencedora, democraticamente eleita, então agora que a esquerda “ganhou”, o que acontecerá aos pobres diabos de direita?