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Violência doméstica: Pulseira alerta vítima para presença do agressor (vídeo)

São já 12 os agressores em Portugal a quem foram colocadas pulseiras electrónicas especiais que permitem à vítima saber quando se aproximam. (Veja no final do vídeo a rubrica Global Net, uma parceria editorial do Falar Global com o Expresso)

Projecto-piloto eficaz a proteger vítimas

A cada hora que passa existem pelo menos três denúncias de violência doméstica. Só no ano passado, 16 pessoas perderam a vida devido às agressões de que foram alvo, mais seis do que em 2008. Um projecto-piloto, desenvolvido em Portugal, pode revelar-se uma arma extremamente eficaz no combate a este flagelo social. 

Joana é um nome fictício mas a sua história é de uma cruel realidade, semelhante à de tantas outras mulheres portuguesas. Aos 39 anos conta com uma década de agressões físicas e psicológicas, por parte do marido, que lhe retiraram a auto-estima que hoje, aos poucos, recupera. Quando o conheceu pensou que "era a pessoa ideal" com que sempre sonhara "para constituir família". No entanto, hoje está longe dessa opinião: "vendo bem, não era uma pessoa nada meiga, mas na altura eu achava que era o suficiente para mim", confessa.  

Sofreu várias agressões e fez inúmeras queixas na polícia, mas acabou por retirar muitas delas com falsas promessas de mudança de comportamento do marido. Mas uma última agressão, assistida pela filha mais velha, fez com que Joana pusesse fim a esta situação. Mas ainda hoje, mesmo separada, as ameaças continuam: "dê lá por onde der, demore os anos que demorar, mas aquilo que ele promete é para cumprir e que eu, um dia, vou fazer parte das estatísticas como mais uma mulher morta pelo marido ou pelo ex-marido, mas que ele vai ser notícia".  

Manter o agressor longe é essencial

Este é apenas um exemplo dos muitos casos de violência doméstica em Portugal que registou no ano passado mais de 30 mil participações. Para tentar travar este drama, está em fase adiantada de testes um projecto-piloto que irá criar uma distância de segurança entre o agressor e a vítima, através de uma pulseira electrónica, que é semelhante à que um preso domiciliário usa, mas em vez de controlar as saídas de casa, serve para avisar a vítima de que o agressor está por perto e que é necessário reagir.  

Além de uma unidade de monitorização em casa, a vítima terá também um pager que andará consigo para todo o lado e que detecta, através de radiofrequência, a aproximação do agressor. Mas como não dá a sua localização exacta, apenas assegura uma distância de segurança, assim que soa o alarme, a vítima tem imediatamente de avisar as autoridades policiais da área onde se encontra.  Ao mesmo tempo, o sistema avisa também a central de controlo de vigilância electrónica da Direcção-geral de Reinserção Social, onde os técnicos se certificam que a polícia e a vítima já estão preparadas para uma eventual aproximação do agressor.

Este projecto, ainda em fase de testes, é apenas um contributo para melhor fiscalizar a proibição de contactos entre o agressor e a vítima, mas não será a solução do problema que atinge em Portugal números alarmantes: a cada hora há mais três a quatro queixas de violência doméstica, o que faz com que este seja o quarto crime mais registado no nosso país, e o segundo no que diz respeito a crimes contra pessoas.

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