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Parques infantis digitais querem devolver crianças ao ar livre (vídeo)

Tirar os miúdos de casa é o objectivo dos parques infantis digitais. Um conceito que aproveita a tecnologia para devolver as crianças ao ar livre. (Veja no final do vídeo a rubrica Global Net, uma parceria editorial do Falar Global com o Expresso)

Um projecto da parceria entre Portugal e a universidade norte-americana de Austin quer devolver as crianças à rua, levando com elas todas as possibilidades que os videojogos e a tecnologia lhes dão entre quatro paredes, e aliarem o divertimento ao exercício físico. Ao vestirem um fato tecnológico, as suas capacidades físicas e sinais vitais passam para o mundo digital e podem ser controlados pela própria criança.

Mariana tem 10 anos e explica que este brinquedo "mede os batimentos cardíacos, as calorias que gastamos por dia, os movimentos que fazemos e também os nossos recordes e o tempo que demorámos a jogar àquele jogo. Isto faz bem para a saúde porque faz-nos mexer e perder calorias e é muito divertido."

A frequência cardíaca é um dado importante captado por sensores no fato e convertidos em sinal digital, ficando disponíveis no monitor para que a criança controle os seus batimentos cardíacos e se mantenha nos níveis de saúde ideais. Também o índice de massa muscular foi estudado para controlar o número de calorias perdidas em cada jogo.

Os sensores passam toda esta informação ao mini-computador portátil introduzido no fato. Já um pequeno projector colado ao capacete remete toda a acção para o mundo virtual do monitor, fazendo com que a criança aprenda a ter noção do seu corpo e das suas capacidades, gaste energia - uma preocupação que tem em conta os elevados índices de obesidade infantil, e sociabilize ao mesmo tempo que se diverte com um brinquedo que transporta a realidade para uma dimensão tecnológica.

António Câmara, da Ydreams, a empresa parceira deste projecto explica que "este projecto liga o mundo físico ao mundo virtual, liga o mundo da aprendizagem ao mundo dos video-jogos e portanto conjuga de facto estes mundos alternativos num cenário de ensino e também algo que é verdadeiramente importante que é a prática física que está arredada das experiências educativas tradicionais e nomeadamente das experiências dos video-jogos."

Este fato que a criança pode levar para qualquer lugar pode também ser usado em futuros parques infantis digitais, que pretendem ser espaços abertos a toda a comunidade para evitar a exclusão tecnológica. O interface possibilita adaptar diferentes brinquedos e nunca fica sem bateria.

Marta Ferraz, aluna de Doutoramento Austin-Portugal e responsável por este projecto garante que este é "um brinquedo que é recarregável, utiliza uma pilha de 9 volts que é recarregável através do próprio movimento da criança, ou seja, enquanto a criança está a correr está a recarregar o fato, a interface em si e isso por si só dá consciência à criança do custo energético que tem o recarregar de qualquer tipo de artifício electrónico".

 Os investigadores estão a desenvolver micro tecnologia para que no futuro os aparelhos e sensores integrantes deste fato-protótipo sejam completamente imperceptíveis para que as crianças se preocupem apenas em brincar.

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