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Guerra real cada vez mais parecida com videojogos (video)

António Nolasco (www.expresso.pt)

A tecnologia é, cada vez mais, um aliado de peso das forças especiais. À semelhança da missão "Gerónimo", que levou à morte de Osama bin Laden, um pouco por todo o mundo, incluindo em Portugal, muitas outras missões de alto risco são acompanhas à distância e em tempo real pelos respectivos comandos políticos e militares.

Operação "Gerónimo" São silenciosos a chegar ao alvo mas mortíferos quando os abordam. As unidades de operações especiais estão preparadas para entrarem e saírem em poucos minutos com a missão cumprida! A operação "Gerónimo", que culminou no abate de Bin Laden, demorou cerca de meio ano a ser preparada e apenas 45 minutos para ser executada. O complexo no Paquistão onde Bin Laden vivia foi estudado ao pormenor. A operação decorreu durante a noite e foi acompanhada em tempo real pelo chefe de estado norte-americano, através de "material de recolha de imagem e de som ligado a um satélite. O presidente dos Estados Unidos estava a ver e podia comandar em directo aquilo que se estava a passar no terreno a milhares de quilómetros de distância", explica o Capitão António Quadrado das Operações Especiais da GNR. Cães polícia

Unidade de Operações Especiais da GNR

Unidade de Operações Especiais da GNR

Estas operações contam normalmente com cães treinados para fazer a busca e a imobilização de indivíduos perigosos. Na operação que levou à morte de Bin Laden, o cão destacado para a missão foi uma mais-valia em muito graças ao colete tecnológico que levava vestido "que permite a captação de imagem em tempo real. É um colete anti-bala e é um colete que permite ainda acoplar vários mecanismos e várias tecnologias, nomeadamente comunicações rádio", acrescenta o Tenente Bruno Lopes da Cinotecnia da GNR. Operações Especiais em Portugal A Unidade de Operações Especiais da GNR recorre a tecnologia semelhante à utilizada pelas forças norte-americanas mas em vez de funcionarem via satélite funcionam por banda larga, o que pode limitar o raio de acção. De acordo com o Capitão António Quadrado, através de internet 3G ou de GSM "a GNR tem capacidade" de fazer uma operação semelhante, "tudo o que vai além disso é via satélite, e via satélite podemos ter ou não." A tecnologia utilizada por estas forças militares torna as missões mais eficazes e igualmente mais seguras, permitindo que as tropas especiais sejam comandadas a milhares de quilómetros de distância.

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