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e-Learning: A universidade de bolso (vídeo)

Sofia Cavaco tem 32 anos, trabalha, e optou por fazer uma segunda licenciatura, desta vez online. Saiba como os computadores portáteis, os telemóveis e as redes sociais permitem cada vez mais que se ande com a universidade no bolso.

Estudar em qualquer parte do mundo a partir de um computador ou até de um telemóvel é uma das maravilhas do e-learning. Além dos reduzidos custos, a liberdade de estudo e a flexibilidade de horários aliciam cada vez mais estudantes. Talvez por isso muitas universidades tradicionais estejam a abrir portas ao mundo, integrando o e-learning no seu leque de cursos e recorrendo às tecnologias disponíveis na Internet. "As tendências da Web vão no sentido das redes sociais e da participação dos utilizadores, partilhando e comentando os recursos que estão à disposição globais, sem fronteiras e sem limites espaciais para os utilizadores, isso é que é hoje em dia a grande receita de êxito da plataforma, portanto o e-learning não pode estar fora dessa partilha e desse ambiente", garante Pedro Monteiro, Director-geral da Universia.

Uma rede global de e-learning

O responsável pelo portal das Universidades avança que fez um protocolo com o MIT (Massachusetts Institute of Technology) para dispor "de uma plataforma que permita aos utilizadores, às universidades e aos professores colocarem os recursos disponíveis na rede Universia para criar uma rede global de e-learning".

Andar com a universidade no bolso, disponível a qualquer hora e em qualquer lugar foi o que cativou Sofia Cavaco. Aos 32 anos, esta trabalhadora-estudante optou por fazer uma segunda licenciatura, desta vez via ensino à distância. Sofia afirma que "o online tem a vantagem de podermos estudar à nossa medida consoante as nossas necessidades, o nosso tempo, a nossa disponibilidade, se eu tiver de viajar, às vezes viajo, levo o computador ou mesmo com um telemóvel hoje em dia já podemos aceder, não é? E tem essa facilidade".

Sofia faz parte dos cerca de 10 mil alunos que optaram por fazer um curso na Universidade Aberta - a única instituição pública que em Portugal se dedica exclusivamente ao ensino à distância. "Os alunos têm acesso a uma plataforma de e-learning onde são criados espaços específicos para cada disciplina. Dentro de cada um desses espaços o estudante tem acesso a um conjunto de conteúdos, de actividades, de recursos e de orientações de um professor e fóruns onde pode discutir com os seus colegas, pode tirar dúvidas com o professor", explica Lúcia Amante, docente da Universidade Aberta. "Tudo isto se passa sem ser preciso haver simultaneidade de tempo e de espaço entre os diferentes intervenientes: entre estudantes e entre estudantes e professores" garante a docente.

Uma comunidade de aprendizagem virtual

Nesta verdadeira comunidade de aprendizagem virtual várias aplicações são colocadas ao serviço dos alunos que podem comunicar através do hi5, do MSN ou do Facebook, apresentar trabalhos em vídeo ou criar portfolios online. O Second Life também já foi testado como ferramenta de ensino em aulas e conferências. Apesar da formação online já representar uma boa fatia de estudantes universitários em alguns países europeus, em Portugal representa apenas 3% do ensino superior. A tendência é de crescimento e muitos falam da possibilidade do ensino online vir a tornar-se no ensino do futuro, mas também há quem discorde. Nuno Crato defende que "a universidade estritamente online vai sempre ter muitas dificuldades, é um modelo que pode funcionar como um recurso para quem não tenha outro sistema. Há pessoas que não podem ir para a universidade ou porque vivem longe ou porque querem tirar cursos que só existem noutros países. Para pessoas desse género uma universidade online é capaz de ser o melhor recurso. Mas pensemos sempre assim, é mais ou menos como namorar à distância, é melhor namorar directamente."

Com o interesse pelas novas tecnologias cada vez maior e com a expressão "cidadão do mundo" mais em voga, até onde irá a formação online? Poderá vir a ser uma ameaça real às universidades?

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Olhar em redor e sentir o pleno direito de participar na tão proclamada "Sociedade da Informação" não só é um direito mas também um dever de cidadania de todos pelo que aqui lançamos o convite: o envio de sugestões de temas que possam ser abordados no "Falar Global", sempre numa dimensão de base tecnológica, o denominador comum do programa.

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