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Acidentes na estrada: Reconstituições em 3D provam culpa (vídeo)

"A culpa não foi minha" é uma frase que perde o sentido quando há acidentes na estrada. É que as reconstituições em 3D não deixam dúvidas e já servem de prova em tribunal. (Veja no final do vídeo a rubrica Global Net, uma parceria editorial do Falar Global com o Expresso)

Simular para provar

Em muitos acidentes rodoviários é difícil apurar o que realmente aconteceu, mas já existe tecnologia em Portugal que consegue reconstituir sinistros até ao mais ínfimo detalhe e as simulações servem de prova pericial em tribunal.

O mês de Novembro de 2007 ficou marcado pelo trágico acidente na auto-estrada da beira interior, que vitimou 17 dos 38 estudantes da Universidade Sénior de Castelo Branco.

Os alunos regressavam de uma visita a Fátima e à Nazaré quando se deu a colisão entre o autocarro onde seguiam e um automóvel ligeiro, provocando o despiste e a queda dos dois veículos numa ravina de 50 metros de altura.

Reconstituição leva a condenação de condutora

As causas deste acidente foram apuradas com a ajuda de uma simulação computacional, que reconstituiu o sinistro e foi apresentada como prova pericial em tribunal. Em 2009, a condutora do automóvel foi condenada a quatro anos e quatro meses de pena suspensa por homicídio involuntário.

Prova pericial em tribunal

Este é apenas um exemplo dos muitos acidentes rodoviários que precisam de ajuda tecnológica para a sua resolução, como explica Ricardo Carvalho da Carcrash: "Este tipo de serviço permite determinar com rigor científico os parâmetros do acidente, nomeadamente as velocidades e as trajectórias e localização dos pontos"

Estas simulações computacionais permitem fazer a reconstituição em 3D de acidentes através de uma aplicação informática para onde são carregados todos os dados relevantes recolhidos no local do acidente. Para operar com este software são necessários conhecimentos de engenharia, física e matemática para que, no final, a simulação seja o mais aproximada possível da realidade.

Reforço na prevenção rodoviária

A análise de sinistros serve ainda para que empresas como a Carcrash trabalhem também em investigação e prevenção rodoviária. "O estudo aprofundado dos acidentes permite-nos actuar ao nível da segurança rodoviária, fazendo por exemplo estudos de sinistralidade que nos permitem propor melhorias ao nível de metodologias que reduzam  os números de sinistralidade", acrescenta Patrícia Freitas da Carcrash.

Este serviço é normalmente requerido por seguradoras, advogados e pelos próprios tribunais e é, nos casos que envolvem vítimas mortais, feridos graves e danos materiais avultados, que estas simulações computacionais são mais procuradas.

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