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Expresso

Trocando em miúdos

Onde estão as oportunidades do primeiro-ministro?

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O primeiro-ministro fala de oportunidades para os jovens em Portugal, a realidade mostra o desemprego a aumentar, em especial para os jovens.

Mais uma vez o discurso do Governo não bate certo com a realidade. E a realidade mostra o agravamento do desemprego. Os sinais de melhoria da situação do país de que o Governo tanto fala, não se refletem nas condições de vida dos portugueses. O que se constata é o seu agravamento.

Os dados do INE referentes à evolução do emprego e do desemprego mensal corrigido da sazonalidade dizem-nos que aumentou a taxa de desemprego desde setembro do ano passado, que foram empurrados para o desemprego 36 mil trabalhadores e que foram destruídos 56700 postos de trabalho.

Quanto ao desemprego jovem, a taxa situa-se nos 35%.

A realidade é mascarada com o elevado número de trabalhadores no desemprego que se encontram em contratos emprego-inserção, em formações do IEFP ou em estágios, e que não entram na estatística do desemprego, embora não tenham um emprego e um contrato de trabalho efetivo.

As oportunidades do primeiro-ministro são os estágios e os contratos de emprego-inserção, que não são emprego e no fim não oferecem nenhum emprego. Se as funções desempenhadas pelos trabalhadores em estágios ou em contratos emprego-inserção correspondem a necessidades permanentes, então porque não se contratam com um contrato de trabalho efetivo? Esta é a solução que serve os interesses dos trabalhadores e do país.

Mais uma vez, o país real é significativamente diferente do país virtual descrito pelo Governo. E o Governo deliberadamente fala de uma realidade que não existe, para esconder os problemas para debaixo do tapete, como se ignorando os problemas só por si os resolvesse.

O que os números do desemprego nos dizem é que este é um problema estrutural e demasiado grave.

O que os números do desemprego nos dizem é que a atual política não resolve o problema estrutural do desemprego.

O que os números do desemprego nos dizem é que é urgente uma política alternativa, patriótica e de esquerda.

É preciso uma política que defenda o investimento público e que potencie os setores produtivos e a reindustrialização do país, a criação de riqueza e criação de empregos com direitos. É preciso uma política que promova o controlo público de empresas e setores estratégicos do país e valorize os salários.