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Expresso

Trocando em miúdos

O futuro passa pela rutura com esta política

Mentiras, mistificações e ilegalidades são os aspetos que sobressaem da mensagem de natal do Primeiro-Ministro. Refere-se à saída limpa da troica, ao cumprimento do dito programa de ajustamento e à recuperação do país, procurando iludir os portugueses.

Não há nenhuma saída limpa da troica quando as medidas que dizia serem transitórias se tornaram definitivas e quando se mantém a política de austeridade.

O cumprimento do dito memorando de ajustamento só agravou os problemas do país e dos portugueses. Desemprego, precariedade, exploração, emigração, pobreza, desigualdades e retrocesso económico e social foi o que trouxe o Pacto de Agressão, ao mesmo tempo que beneficiou a acumulação de riqueza nos grandes grupos económicos e financeiros.

E sobre a recuperação do país, o que os portugueses sentem é que perderam poder de compra, que pioraram as suas condições de vida e sentem mais dificuldades no acesso a direitos constitucionais, como a saúde, a educação ou o apoio social.

O Orçamento de Estado para 2015 espelha bem as opções políticas deste Governo PSD/CDS-PP - mantém as medidas de austeridade, os cortes nos salários e pensões, aumenta a carga fiscal sobre as famílias e vai mais longe nos cortes à segurança Social, à Saúde e à Educação.

O que os portugueses e o país precisam não é mais do mesmo. Esta política que o PSD e o CDS-PP insistem em prosseguir já demonstrou ao longo destes três anos que não serve os interesses nacionais.

Assim como o povo já manifestou a sua rejeição a esta política e reivindica um rumo diferente.

O Primeiro-Ministro falou em consenso, mas o consenso que efetivamente hoje existe entre os portugueses é a necessidade urgente da demissão do Governo e da rutura com a política de direita.

O país não está condenado a este caminho, nem o povo está condenado ao empobrecimento e a ver negado o acesso aos direitos fundamentais que a Constituição da República Portuguesa consagrou. Como muitas vezes é afirmado, mas nunca é demais relembrar, a soberania reside no povo.

A unidade dos trabalhadores, dos reformados, dos jovens, dos democratas e patriotas dará mais força à luta por uma verdadeira política alternativa, uma política patriótica e de esquerda, que tenha no futuro os valores de abril.