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Expresso

Juventude em março

É usual referirmo-nos a março como o mês da juventude. Neste mês comemoramos o Dia Nacional do Estudante a 24 de março e o Dia Nacional da Juventude a 28 de março. Datas que marcam a luta dos estudantes e da juventude no nosso país.

Os estudantes do ensino básico e secundário e do ensino superior lutam pela valorização da Escola Pública, pela qualidade do ensino e pela igualdade.

No ensino básico e secundário, os estudantes estão a dinamizar ações de luta em diversas escolas. Reclamam instalações adequadas, atendendo ao elevado estado de degradação a que chegou o parque escolar devido ao desinvestimento na educação; melhoria do serviço público nas cantinas e qualidade nas refeições e o acesso ao ensino superior, valorizando a avaliação contínua em detrimento da realização de exames que na prática constituem um obstáculo no acesso para os mais elevados níveis de ensino.

Os estudantes do ensino superior também com ações de luta marcadas durante esta semana contestam os elevados custos de frequência no ensino superior, defendem o reforço da ação social escolar, o aumento de residências, ou o reforço do apoio aos estudantes com necessidades educativas especiais.

Quer no ensino básico e secundário, quer no ensino superior, o subfinanciamento continua a ser uma realidade e os custos com a educação têm um peso grande no rendimento dos agregados familiares. No ensino superior em particular, as propinas, as taxas e emolumentos e todos os demais custos impedem muitos estudantes de continuar a frequentar o curso. A gratuitidade do ensino continua a ser uma miragem e há muitos estudantes que abandonam ou que nem sequer se candidatam ao ensino superior por carência económica.

Investir na educação, é investir no desenvolvimento e no futuro. É investir nos jovens, é investir na emancipação individual e coletiva, é investir no conhecimento.

No próximo dia 28 de março os jovens trabalhadores realizarão uma manifestação nacional dos jovens trabalhadores pela criação de emprego com direitos, contra a precariedade e os baixos salários, em defesa dos direitos dos trabalhadores.

A precariedade e os baixos salários afetam de forma mais expressiva os jovens. Milhares e milhares de jovens têm as vidas suspensas, porque não lhes são dadas condições para se autonomizarem e iniciarem a sua vida de forma independente. Os contratos de trabalho a prazo, as prestações de serviços ou os estágios não dão estabilidade no trabalho e na vida. Esta é a realidade de muitos jovens.

A juventude está presente, está atenta e está em luta, na defesa dos seus direitos nas escolas, nos locais de trabalho e na rua.