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Expresso

Dois apontamentos…

1 - A 6 de março de 1921 nascia o Partido Comunista Português. Ao longo destes 97 anos, o Partido Comunista Português tem um património de intervenção e luta pela defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo, pela liberdade e pela democracia, contra o obscurantismo e a repressão, pela transformação e a construção de uma nova sociedade, liberta da exploração do homem pelo homem.

A matriz ideológica, os princípios e o projeto que o Partido Comunista Português propõe aos trabalhadores e ao povo português são de uma enorme atualidade. Recentemente, na conferência sobre o Bicentenário do Nascimento de Karl Marx ficou comprovada a atualidade da ideologia comunista.

No atual contexto de agudização da crise do capitalismo, em que não há resposta aos problemas e anseios dos trabalhadores, e em que aumenta e diversifica as formas de exploração para maximização dos lucros (sempre à custa da riqueza criada pelos trabalhadores), a saída militarista, a guerra e a opressão é a solução encontrada pelo imperialismo para procurar manter a sua dominação.

Na luta contra a ditadura fascista, na Revolução de Abril, na luta contra a politica de direita e a recuperação capitalista, o contributo do PCP foi determinante.

Se não fosse a luta dos trabalhadores e do povo e a intervenção do PCP não teria sido possível derrubar o Governo PSD e CDS e a sua política de empobrecimento e exploração.

Nesta fase da vida política nacional, o PCP não perderá nenhuma oportunidade de intervenção na defesa, devolução e conquista de direitos e rendimentos, que já possibilitou a concretização de medidas positivas para os trabalhadores e o povo. Medidas que devemos valorizar, mas que são insuficientes face à profundidade dos problemas que o país está confrontado e ao facto de o Governo PS não ter rompido com a política de direita.

Igualmente o PCP assumiu a continuação da lutar pela concretização da politica alternativa patriótica e de esquerda, que se traduz na libertação do país da submissão aos constrangimentos da União Europeia; na renegociação da dívida e na libertação de recursos para investir no desenvolvimento do país; na aposta da produção nacional e no apoio às micro, pequenas e medidas empresas; na defesa de um forte setor empresarial do Estado em áreas estratégicas e na recuperação do seu controlo público, como são exemplo os CTT; na redistribuição da riqueza através da valorização dos salários e pensões e a valorização do trabalho e dos direitos dos trabalhadores; na defesa dos serviços públicos e das funções sociais do Estado; numa política fiscal justa, reduzindo a tributação sobre os que menos têm e tributando mais os que mais têm e a defesa e afirmação da nossa soberania e independência nacional.

2- Amanhã, comemoramos o Dia Internacional da Mulher. Dia de luta das mulheres trabalhadoras por melhores salários, por um horário de trabalho digno e por melhores condições de trabalho.

Apesar dos avanços assinaláveis, da consagração do direito à igualdade na Constituição da República Portuguesa, constatamos que na vida persistem inúmeras desigualdades e desrespeito pelos direitos.

As desigualdades salariais entre homens e mulheres, os baixos salários, a desregulação dos horários de trabalho, a desarticulação entre a vida profissional e a via pessoal e familiar, os direitos de maternidade e paternidade são sistematicamente desrespeitados, esta é a realidade de milhares e milhares de mulheres trabalhadores. O desemprego, a precariedade, a pobreza, a exploração, a violência afeta maioritariamente as mulheres.

Saúdo a luta das mulheres, muitas vezes em condições adversas e que sob enorme pressão, resistem firmemente na defesa dos seus direitos. Olhemos para o exemplo das trabalhadoras da ex-Triumph.

Saúdo a Manifestação Nacional de Mulheres sob o lema “Igualdade e Justiça Social, no Presente, e no Futuro” realização da ação de luta dinamizada pelo Movimento Democrático de Mulheres (que comemora o seu 50º aniversário) no próximo dia 10 de março, em Lisboa. A participação de todas é fundamental para dar mais força à luta pelos direitos das mulheres e para que a igualdade prevista na lei, seja a igualdade na vida.