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Expresso

Desmistificar a propaganda de direita

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À medida que as eleições se aproximam crescem as mistificações para procurar que tudo fique na mesma e para condicionar a livre decisão do povo português.

Está montado o cenário da bipolarização e do voto útil para alcançar a tal maioria absoluta pedida por Cavaco Silva.

Querem transformar estas eleições numa espécie de corrida entre Passos Coelho e António Costa, esquecendo propositadamente que o combate eleitoral, político e das ideias é bem mais abrangente. Procuram justificar a necessidade do voto útil. O PSD e CDS-PP precisam de juntar e não perder o seu eleitorado e o PS argumenta com a necessidade de derrotar os partidos do Governo.

Somado a isto, surge a mistificação da eleição do Primeiro-Ministro, quando as eleições legislativas são para eleger 230 deputados na Assembleia da República. É preciso que fique bem claro - não há nenhuma eleição para Primeiro-Ministro, como muitos afirmam para limitarem as opções dos portugueses. O que os portugueses vão eleger a 4 de outubro são os deputados na Assembleia da República e é da composição e da correlação de forças que se constituir na Assembleia da República que sairá o próximo Governo.

Mas a bipolarização que se agudiza entre PS e a coligação PSD/CDS-PP não é inocente, muito pelo contrário, serve um único objetivo – salvar e manter a política de direita. É por isso que apelam a que o próximo Governo tenha maioria absoluta como Cavaco Silva afirmou e Passos Coelho acrescentou independentemente do partido. A máscara caiu. Apesar de PS e a coligação PSD/CDS-PP procurarem marcar as diferenças entre si, as declarações de Cavaco Silva e Passos Coelho são um reconhecimento de que no essencial, estes partidos, estão subordinados às mesmas orientações políticas.

O povo português não está condenado a escolher entre PS e a Coligação PSD/CDS-PP. Há alternativa, com uma outra perspetiva de desenvolvimento para o país, que rompe com a política de direita que tem vindo a ser seguida há 39 anos, ora por PS, ora por PSD, com a presença ou não do CDS-PP, que já demonstrou que não resolve os problemas do povo e do país e que é a responsável pela situação desastrosa em que se encontram os trabalhadores, o povo e o país.

O que está verdadeiramente em causa nestas eleições e que o povo tem de optar é se quer a continuação desta política que conduziu o país ao declínio e ao empobrecimento dos trabalhadores e do povo, ou se quer uma rutura com a política de direita, por uma política alternativa patriótica e esquerda como a CDU propõe, onde os interesses dos trabalhadores, do povo e do país estejam em primeiro lugar.

Nestas eleições não basta derrotar os partidos do Governo (já derrotados pelo povo nas ruas), é preciso ir mais longe e derrotar a política de direita, que propõem PS, PSD e CDS-PP.

Está nas mãos dos trabalhadores, dos reformados, dos jovens, dos portugueses decidir o futuro do país! Está nas mãos dos portugueses decidir que deputados vão eleger para a Assembleia da República – se são deputados que continuarão a política de empobrecimento e exploração do povo aos serviços dos interesses dos grupos económicos ou financeiros ou deputados que assumem o seu compromisso com a rutura com a política de direita, que assumem o seu compromisso com a política patriótica e de esquerda, apoiando e votando na CDU. Porque mais votos na CDU corresponde a mais deputados na CDU e mais condições para defender os interesses dos trabalhadores, do povo e do país.