Siga-nos

Perfil

Expresso

Opinião sem cerimónia

O resgate de António Costa sai-nos do bolso

  • 333

O Governo de António Costa tem tomado várias decisões em linha com a boa tradição dos tempos de José Sócrates. À excepção da área da educação, onde nem Sócrates foi tão longe nos disparates. Sim, a festa da Parque Escolar foi em um disparate mas não um problema de educação. No limite de corrupção e construção civil.

Segundo o brilhante Ministro da Educação "estudar para os exames é nocivo" e o "sucesso escolar é um entrave". Se tivesse sido Nuno Crato a preferir estas palavras - "aí Jesus"!-, mas este novel génio da educação tem o mérito de fazer esquecer o rol de críticas a Nuno Crato, unindo contra si a enorme plateia dos críticos do ex. Ministro do PSD/CDS. Notável.
A política é feita de liderança e de exemplo. A mensagem do Ministro da Educação, secundado pelo próprio António Costa no último debate mensal, é perigosa. É uma enorme irresponsabilidade e uma desautorização para pais e educadores.

Com que cara ficarão agora os pais e professores quando os alunos lhes disseram que não vale a pena estudar para testes e exames? Que autoridade tem um professor ao dizer a um aluno que se deve preparar melhor para um teste ou para uma frequência? Se são o próprio Ministro da Educação e o Primeiro Ministro a dizerem que não vale a pena. Que é nocivo sermos avaliados e, mais, que na "escola se aprende muita coisa que mais tarde não serve para nada" (António Coisa sic)?

Mas a coerência de irresponsabilidade e de facilitismo não terminam por aqui! Este é o Governo que adia o pagamento da dívida ao FMI encarecendo o que vamos pagar! Com um custo por cada português que paga impostos de 75 euros, segundo as contas apresentadas no último Expresso pelo Professor João Duque, do ISEG. António Costa segue a máxima de José Sócrates - a "dívida é para ir gerindo"-, adiando-se o pagamento mesmo que isso fique mais caro, custe mais aos contribuintes e acentue a nossa dívida pública. Gerando na comunidade internacional uma imagem de desconfiança em Portugal que os portugueses não mereciam, e que os esforços recentes não justificam!

Aliada à coerência da irresponsabilidade e do facilitismo, temos a coerência da injustiça! Esta semana ficamos a saber que o Governo iria repor o horário das 35 horas na função pública. Mais uma medida populista, mais uma cedência à CGTP. Que cria uma grande injustiça para os portugueses: sim teremos os portugueses de primeira (os que trabalham no Estado) e os portugueses de segunda (os que trabalham no privado). Os portugueses que trabalham no sector privado trabalham 40 horas semanais. Os portugueses que trabalham no sector público trabalham menos 5 horas.

É a linha do facilitismo e da irresponsabilidade. Porquê? Temos de pagar o resgate de António Costa, sequestrado pelo PCP e Bloco de Esquerda. Nem Sócrates fez tanta asneira em tão pouco tempo.