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Expresso

Opinião sem cerimónia

Marcelo é o candidato que mais une os portugueses

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As eleições presidenciais estão já aí e parece que não vamos ter campanha. Não fosse a crise política que se seguiu às legislativas, a queda do Banif e a polémica com o Hospital São José e a maioria dos candidatos nem teria sobre o que falar. Curiosamente os principais candidatos têm-se assumido, apenas, como comentadores da actualidade, precisamente o maior defeito que apontam ao líder da corrida, o professor Marcelo Rebelo de Sousa.

Apesar de todos os candidatos fazerem de Marcelo o principal alvo dos seus programas políticos, vincado a sua conotação política ao centro direita (como se todos os outros fossem independents, desprovidos de ideologia ou fosse crime de lesa Pátria ter-se alguma das citadas características) o professor de direito, indiferente, tem-se revelado mesmo como o mais independente face ao seu partido de origem - Henrique Neto também o será, mas não é um dos candidatos principais.

Em Portugal habituámo-nos a falsos independentes, candidatos presidenciais que entregavam o seu cartão na véspera das eleições, como se daí saísse uma inabalável garantia de imparcialidade. A imparcialidade no mandato está na postura, carácter e interpretação que cada Presidente fizer do seu papel.

Ao Presidente da República exigimos que esteja acima dos partidos, que seja equidistante das várias ideologias, defenda o interesse nacional e represente todos os portugueses, sem exceção. As maiores críticas apontadas a Cavaco assentam precisamente aqui. Discordo.

Mas, voltemos a esta eleição e aos candidatos que a disputam. Haverá algum candidato menos ideológico, com mais capacidade de agregar e de fazer pontes do que Marcelo? Sampaio da Nova, Maria de Belém, Edgar Silva ou Marisa Matias serão menos sectários do que Marcelo? N-ã-o. Marcelo é o candidato que mais consenso reúne e que tem maior capacidade para chegar a todos os sectores, estratos sociais e regiões do país.

Algum dos outros candidatos conhece tão bem o País quanto Marcelo? Algum conhece tão bem os problemas dos portugueses quanto Marcelo? Alguém já visitou tantos concelhos do interior, tantas instituições, tantas empresas ou IPSS quanto Marcelo? Algum dos outros candidatos tem uma ligação tão grande aos jovens e aos idosos quanto Marcelo? Algum dos outros candidatos tem a experiência internacional ou a ligação às comunidades portugueses pelo mundo como Marcelo? N-ã-o. Marcelo é, de caras, o mais preparado e com maior ligação aos portugueses.

Marcelo recolhe votos em todos os eleitorados, ganha claramente no centro direita mas é o que mais votos vai buscar ao suposto “campo adversário”. Marcelo Rebelo de Sousa é o candidato com mais potencial para unir onde os outros dividem, para acrescentar onde os outros subtraem, para multiplicar onde os outros dividem. Marcelo é o candidato que pode estar mais próximo de ser "o Presidente de todos os portugueses".

Ao Presidente cabe a nem sempre óbvia missão de indicar caminhos, de nos informar de possíveis escolhas, de delinear potenciais alternativas. Ao Governo e ao Parlamento cabe a decisão, ao Presidente a sua fiscalização.

O próximo mandato presidencial tem na recuperação da confiança dos portugueses o seu maior desafio, de forma a que as instituições e a política sejam, de novo, vistas como um instrumento ao serviço da melhoraria da qualidade de vida.

Ao escolher como mandatária nacional uma jovem de 29 anos, investigadora que emigrou à procura de maiores desafios, de melhores condições, que venceu entre os melhores, Marcelo deu-nos um sinal que reforça a confiança do País em todos aqueles que lutam por uma vida melhor, que acreditam e trabalham para um País melhor.

É, por tudo isto, que considero Marcelo Rebelo de Sousa o melhor candidato a Presidente da República. É, por tudo isto, que terá o meu apoio e o meu voto.