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Expresso

A direita resolve as asneiras da esquerda. E isso incomoda

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A campanha eleitoral já está na rua e o debate gira em torno da perceção que cada um tem da realidade do país

Portugal não é hoje um mar de rosas, mas também não é a desgraça que ouvimos da boca dos líderes do PS, Bloco ou PCP. Ficamos com a sensação de que o cenário que maliciosamente apregoam era o que desejavam para Portugal e para os portugueses, apenas e só, para prejudicar eleitoralmente a Coligação PSD/CDS.

A Esquerda não aceita que a Direita corrija os estragos que comete. A Esquerda não aceita que seja a Direita a salvar e proteger o Estado Social. A Esquerda não se conforma quando a Direita melhora as condições de sustentabilidade do país. Financeira e socialmente falando.

Ao desvalorizar os resultados obtidos à conta do esforço e sacrifício dos portugueses, a Esquerda revela uma leviandade atroz e um monumental desrespeito pelos cidadãos.

Sim, porque quem os ouve fica com a sensação de que estamos na Grécia e que os portugueses não se esforçaram, as reformas não foram feitas, as empresas não cresceram e as exportações não aumentaram.

Vem isto a propósito da “Política de Verdade” que esta semana António Costa tanto apregoou. Não fosse anedótico, seria trágico porque quando, e bem, em 2009, o PSD defendeu este caminho (pela mão de Manuela Ferreira Leite) andava o mesmo António Costa, já presidente da Câmara de Lisboa e número dois do PS, a aplaudir a estratégia do então líder socialista de contornar a crise com betão e dívida. Pasme-se. Das duas uma: ou a António Costa faltou dizer a verdade quando o seu PS empurrava Portugal para o resgate financeiro, ou António Costa tardou em ver o que levou Teixeira dos Santos, na solidão da sua consciência, a pedir a vinda da Troika – um conjunto de políticas públicas despesistas e irresponsáveis.

Mas não se reduz ao atual líder do PS esta súbita amnésia. António Costa, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa não podem ignorar que a Economia Portuguesa saiu da recessão e entrou numa rota do crescimento com um dos melhores desempenhos na Europa. É impossível ignorar que Portugal teve a maior descida da taxa de desemprego de que há memória, atingindo valores inferiores a Junho de 2011, recuperando de mais de 220 mil postos de trabalho desde início de 2013.

A oposição, e os portugueses, não podem ignorar que a confiança dos consumidores atinge hoje os valores máximos dos últimos catorze anos com a criação de 24 mil novas empresas desde janeiro de 2015.

Portugal é um dos 10 destinos turísticos mais competitivos da Europa, com receitas que batem recordes e ultrapassam os 10 mil milhões de euros.

Segundo a revista Forbes, Portugal é o melhor país para se investir. O ano de 2014 foi o melhor ano de sempre no volume de exportações de bens, sendo que Portugal foi o quinto país da União Europeia em que este tipo de exportações mais cresceu.

Após anos de desvario orçamental e, apesar da crise que atravessámos, a “Política de Verdade” não pode ignorar que Portugal subiu no rating dos mercados devido à estável recuperação da economia (Standard & Poor's).

Com o rigor nas contas públicas, o défice público fica abaixo dos 3% e a dívida pública desce primeira vez em quinze anos.

Pois é. Quer a Esquerda queira quer não queira a política hoje é feita de verdade. E a realidade é, disso, uma prova viva.