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Expresso

Para a frente ou para trás? A escolha que se faz

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A estratégia da oposição nestas eleições, mas principalmente do Partido Socialista, assenta em traçar uma nova versão da história recente de Portugal. Esquecendo o esforço dos portugueses que ao longo dos últimos quatro anos pagaram as loucuras de um Estado em pré-bancarrota. Para o PS tudo o que são dados positivos é propaganda, obra do BCE ou milagre divino mas, na realidade, passados 4 anos, só a oposição continua a não aceitar que o país e os portugueses estão melhor.

Nestas eleições devemos julgar aquilo que esta Coligação fez para retirar Portugal da bancarrota, partindo de um cenário de pura humilhação perante o estrangeiro quando a irresponsabilidade de um Governo nos deixou de mãos estendidas perante esmola alheia, à mercê da voracidade dos mercados, de joelhos perante a Europa. Esclareça-se que Portugal não pediu ajuda porque a oposição vetou o PECIV nem porque Teixeira dos Santos assim decidiu, Portugal pediu ajuda porque precisava de dinheiro para pagar salários e pensões, essa é a realidade. Tudo o resto é revisionismo histórico.

Mas vamos ao que interessa. O que está hoje em causa é a avaliação destes 4 anos e o que cada partido fez para corrigir a desgraça em que nos deixaram mas, também, o que pode cada um fazer no próximo mandato.

Comparar dados de hoje com os de 2008 ou 2007 sem assumir que, entretanto, o Partido Socialista levou o país à falência é reescrever, ou pelo menos tentar, uma história demasiado recente para ser esquecida. Responsabilizar o Governo atual pela crise, como faz o PS, por o país não crescer a 3% ou 4 % ou pelo desemprego estar nos 12% já não é revisionismo, é desplante e falta de vergonha. Os “pirómanos” políticos e sociais de ontem tentam hoje passar por cordeirinhos.

Os jovens portugueses emigraram porque o país faliu e não lhes dava emprego nem salários dignos.

A dívida portuguesa não cresceu até 2014 porque este Governo gastou mais, mas sim porque tínhamos demasiada dívida nas empresas públicas escondida debaixo do tapete da engenharia financeira herdada do consulado Partido Socialista. Mas, também, porque alguém tinha de pagar os empréstimos então pedidos por Sócrates e companhia a juros de 7% e até 9%.

Felizmente, hoje, a dívida portuguesa desce progressivamente porque, como em qualquer empresa ou família, só gastamos o que podemos.

Quem ouvir a oposição pensará que Portugal é a Grécia. Talvez a oposição gostasse que assim fosse mas, felizmente, esta Coligação não aplicou em Portugal a receita defendida pelo PS, mas também pelo Bloco, que agravou a já de si gravíssima crise grega.

Como atrás referi, a oposição considera que tudo o que são dados positivos ou é propaganda do Governo ou milagre do BCE.

Comparar propaganda com os resultados palpáveis das empresas, exportações, produção industrial, criação de emprego e de empresas é desconhecer a verdadeira essência da melhoria da confiança dos portugueses.

É, tudo isto, que cria azia ao Partido Socialista que em campanha eleitoral esquece responsabilidades passadas, ridiculariza o esforço dos empresários e ignora os verdadeiros sacrifícios que provocou nos Portugueses.

Ao longo desta campanha já percebemos o que está em disputa. De um lado uma oposição de bota abaixo, um Partido Socialista que apenas promete o céu e um conjunto de propostas populares que ou são irrealistas ou irresponsáveis e que podem colocar em causa toda a trajetória de crescimento e consolidação destes 4 anos.

Do outro uma Coligação que pretende reforçar o caminho de responsabilidade que tem vindo a assumir, com realismo, espírito de sacrifício e determinação.

Esta coligação PSD/CDS não fez tudo bem, cometeu erros, mas o balanço final é muito positivo e abre a Portugal uma oportunidade de consolidar este trabalho nos próximos quatro anos.

O pior da crise já passou, mas ainda há um longo caminho a percorrer. Mudar agora é arriscar deitar por terra tudo o que conseguimos nos últimos quatro anos enquanto comunidade. Nos últimos anos Portugal já mudou, mas ainda não se transformou. É esse o caminho que queremos consolidar.