Expresso

Siga-nos

Perfil

Perfil

É preciso topete

As entidades reguladas pelo PSD e PS

  • 333

Paulo Gaião

Miguel Relvas foi formalmente ilibado pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social por três votos a favor e dois contra. Quem votou a favor foi escolhido ou convidado para a entidade pelo PSD. Quem votou contra foi indicado pelo PS.

É nestas alturas que vem ao de cima a partidarização quase absoluta da vida portuguesa. Que credibilidade oferece uma deliberação tomada nestas condições?

Está próxima a decisão do Tribunal Constitucional sobre o corte dos subsídios de férias e de Natal na Função Pública. Mas, qualquer que ela seja, que credibilidade pode oferecer quando a composição do órgão  é traçada a régua e esquadro pelo PSD e PS, atendendo aos seus interesses políticos.  Ainda há um mês, o PS sugeriu o nome do juiz Artur Marques. Mas o PSD vetou. Uma e outra posição têm a mesma  causa: o juiz Artur Marques mamifestou-se publicamente contra o corte nos subsídios.

Pinto Monteiro está de saída da Procuradoria Geral da República. Foi uma escolha pessoal de José Sócrates em 2006. Criticado pela gestão do caso Freeport, que não conduziu à constituição como arguido do líder socialista e primeiro-ministro, é hoje um homem só perante o novo poder PSD/CDS, que só espera vê-lo por detrás das costas em Outubro, quando acaba o mandato. Virá depois um novo PGR, escolhido pelo governo. Não há muitas ilusões. Mudam os protagonistas, devem surgir novos laços de fidelidade. Tudo piorou, quando o ex-PGR Souto Moura, escolhido pelo PS (com a luz verde do PSD) se atreveu a tratar o caso Casa Pia como se a justiça fosse cega e atingiu quem o nomeara.