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Isto não vai acabar tão cedo

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É. Isto não vai acabar tão cedo. As bombas dos que matam e se matam são o resultado de frustrações e ódios contemporâneos, mas derivam de um tempo mais longínquo que deixou combates por resolver e se viu simultaneamente confrontado com saltos civilizacionais para que não estava preparado. Ódios antigos entre velhos povos de crenças renovadas em sangue. Ódios novos de quem oferece o seu vazio à bandeira negra da morte. E sempre a pergunta sem resposta: como se vence quem não tem medo de morrer, quem faz da morte a razão de viver?

O mundo tornou-se mais próximo, diz-se global, mas nem por isso roda no mesmo ciclo do tempo. Há quem viva uns séculos atrás. Há quem tenha batalhas essenciais por travar. Há vizinhos que vivem em função da morte do outro. Há enormes enganos de quem destruiu equilíbrios regionais e se intrometeu em conflitos, acirrando-os ainda mais. A intervenção dos EUA no Médio Oriente depois do 11 de Setembro é um dos maiores desastres das últimas décadas.

Encerro hoje esta colaboração. Agradeço à direção do Expresso a oportunidade de ter participado neste desafio digital, um desafio também de liberdade. Um obrigado que estendo aos leitores.

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