Siga-nos

Perfil

Expresso

A irresponsabilidade e a responsabilidade de Carlos Costa

  • 333

O governador do Banco de Portugal está numa situação delicada. Reconduzido três meses antes das eleições legislativas pelo governo de Passos Coelho, sabia que o seu nome não tinha o apoio do PS e que o seu desempenho tinha sido contestado em várias frentes, nomeadamente pela sua atuação no caso BES. Carlos Costa não se importou com isso.

O seu estatuto de absoluta independência protege-o de interferências quer das instituições comunitárias, quer dos órgãos de soberania ou de quaisquer outras instituições. Isso não invalida que tenha a obrigação e a prudência de observar as condições de que dispõe para o bom exercício das suas responsabilidades.

Faz pouco sentido que um governador sinta que dispõe dessas condições quando uma parte significativa da representação política se opõe à sua continuidade. Manifestamente, Carlos Costa não tinha, por altura da sua recondução, ambiente propício a um desempenho credível.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI