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Expresso

Morrer dentro das normas

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O que falhou? "Não falhou nada. O que falhou foi... morrer." Pois. Um senhor doutor de uma sociedade de neurocirurgia veio esta semana sentenciar o caso de David Duarte, um infeliz que teve o azar, a falha, de não esperar 72 horas por uma operação, que todos tinham considerado urgente. Relembremos o que se passou. David Duarte tinha um aneurisma roto cerebral. O hospital de Santarém diagnosticou-o e enviou-o para Lisboa, para o Hospital de São José. Entrou sexta-feira. O hospital queria fazer a cirurgia, mas não tinha equipa médica. O seu estado piorou e acabou por morrer na madrugada de domingo.

Uns dias depois de se conhecer o caso, demitiram-se três responsáveis pela administração da saúde na região de Lisboa. Disse o presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo que as demissões não limpam, nem permitem esquecer ou desculpar o que aconteceu. Durante dias e dias questionou-se a ausência de equipas especializadas em alguns hospitais, os cortes financeiros na saúde e outras questões mais ou menos importantes. A questão primeira está por esclarecer. Apesar de todas as limitações do Hospital de São José, que fizeram os responsáveis naquele fim de semana para salvar uma vida? Pediram socorro? Quiseram transferir o doente para outro hospital? Chamaram médicos de outro hospital?

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