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Expresso

Portugal em fratura exposta

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As eleições de 4 de outubro e a queda do Governo de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas mostraram à evidência um país fraturado. Uma fratura exposta, resultado de quatro anos de confrontação esquerda/direita. Quem pensa que foram as eleições que criaram esta divisão profunda engana-se. As eleições e a queda de Passos Coelho são o resultado de um fosso cavado por PSD e PS, sobretudo por Passos Coelho, dadas as suas especiais responsabilidades. O líder do PSD não quis, ou não soube, fazer pontes, compromissos. Apesar da retórica, o memorando do programa de assistência financeira de 2011, assinado pelo governo socialista e também pelo PSD e o CDS, cedo ficou apenas nas mãos da coligação que sucedeu a José Sócrates. O tal 'arco governativo' quebrou-se aí.

E nem Cavaco Silva, tardiamente e já a meio do percurso, o conseguiu recuperar. Bem ofereceu eleições antecipadas a António José Seguro, de nada valeu. Toda a possibilidade de compromisso tinha já sido neutralizada. Por isso ouvimos falar tanto dos compromissos e consensos necessários... Foi na estrita medida em que se tornaram impossíveis. E porquê?

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