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Expresso

Entre a maioria negativa e a maioria política

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Muitos não terão alcançado a importância das declarações de Jerónimo de Sousa, ontem, após uma reunião entre o PS e o PCP. O líder do PCP foi claro e, desta vez, não colocou condições para viabilizar um Governo socialista. Não foi pura retórica, como acontece tantas vezes, foi uma escolha. “O PS só não será Governo se não quiser. Rejeitaremos qualquer moção de rejeição vinda do PSD ou do CDS.” Isto é novo na atitude dos comunistas. E tem explicação. O PCP não gostou do crescimento e ultrapassagem pela esquerda do Bloco. Percebeu que, além dos méritos de Catarina Martins e Mariana Mortágua, o BE ganhou votos pela abertura (mesmo que aparente) a um compromisso com o PS. A verdade é que a ideia era do Livre/Tempo de Avançar, mas foi o Bloco que a soube e pôde cavalgar. Acresce que o Presidente da República e o PSD/CDS estão empenhados em seduzir o PS para tornar possível a continuidade da coligação no poder. Cavaco Silva tem um único objetivo: impedir que a maioria aritmética de esquerda tenha qualquer viabilidade política, seja qual for a configuração que assuma.

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