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Expresso

A morte da Europa

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O naufrágio da humanidade espelhado naquele corpo de criança que deu à costa, como se fosse um detrito, arrepia. Mas não suficientemente. Um polícia recolheu-a nos braços como se a fosse embalar. Curvado, aquela criança pesou decerto na sua e em muitas consciências. Mas não suficientemente. Aquela criança fugia com outras crianças da Síria, passara pela Turquia rumo à Grécia. Corriam do inferno sírio, da barbárie à solta e da fome. Ninguém as viu e ouviu. Ninguém quis saber. Ninguém se importou. É duro olhar para aqueles corpos estendidos, inertes. Mas não suficientemente.

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