Siga-nos

Perfil

Expresso

A Caixa e a aldeia onde o morto matou o vivo

Na Aldeia da Pena conta-se a história do morto que matou o vivo e há uma explicação nada sobrenatural para isso. Já lá vamos. Antes, cheguemos à Pena, vindos de São Pedro do Sul, e desçamos o caminho exíguo e íngreme até ao vale onde as casas xistosas se organizaram em torno de um riacho. Não há lá bancos, claro. Nem telefone, nem estação de correios, nem forma de levantar pensões de reforma, que são as únicas que ainda poderiam ser levantadas. Não há quase nada. Nem quase gente. Não é só na Aldeia da Pena, aqui dado como exemplo absurdo: é em aldeias, vilas, cidades do país inteiro em que o declínio é consentido como fatalidade, como se não existisse a opção política de contrariá-la. E por isso perguntamos: onde vai a Caixa fechar balcões?

A notícia é do verão mas passámos o outono a exigir declarações de rendimentos e o inverno a pedir SMS. Chegando à primavera, olha, a Caixa vai despedir para cima de dois mil e encerrar cento e oitenta balcões. Um em cada quatro. Onde? A Caixa não disse ainda. Mas já sabe. E nós suspeitamos. Pelo critério da rentabilidade, não há muito que enganar. Menos dez balcões em Lisboa não significa um décimo do que um fecho no interior.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito)