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A via verde do telefone vermelho

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O governo do partido que perdeu, minoria estável recriadora de uma maioria instável, soma há seis um mês de cada vez. A esquerda uniu-se mais por estar contra a direita que por estar de acordo entre si. E um Presidente saiu-lhe como brinde antes de ser fava. António Costa fabricou mais que uma nova de poder, fabrica-se a si mesmo como primeiro-ministro. Um dia de cada vez.

O primeiro-ministro estará esta noite na SIC para a primeira entrevista televisiva do género, seis meses depois do que foi batizado por Vasco Pulido Valente como geringonça: governo PS com apoio do Bloco de Esquerda e PCP. Primeiro, a direita esperou que as incompatibilidades naturais entre os três partidos esfarelasse como salitre a espécie de coligação. Depois, o CDS mudou de líder e de discurso, ficou o PSD a contar com a intolerância da Europa aos cenários orçamentais. O inverno passou, ainda chove mas já é maio e o governo superou as barreiras iniciais. Como já nos habituámos, será a economia a fazer ou desfazer o futuro político. Se as contas do Estado desandam, mais austeridade será inevitável.

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  • A história secreta da geringonça

    Faz esta terça-feira seis meses que PS, BE, PCP e PEV assinaram as posições conjuntas que levaram Costa ao poder. Segredos, bastidores e fait-divers do acordo, revelados num artigo originalmente publicado na edição semanal do Expresso de 20 de fevereiro

  • “Sim, sim, é geringonça mas funciona”

    Desta vez, as perguntas de Catarina Martins não incomodaram António Costa. Até trocaram amenidades. Jerónimo deu as deixas para o PM brilhar. Passos saiu a meio do debate. Cristas fez perguntas direcionadas. Não houve “papões” que atormentassem o passeio do primeiro-ministro no debate quinzenal

  • Portas para Costa: “Não venha depois pedir socorro”

    Vice-primeiro-ministro fez discurso que marca a rutura total com o futuro Governo do PS: “Não seremos cúmplices”. Paulo Portas prevê a “pressão explosiva” do PCP e do BE e a queda de António Costa às mãos dos parceiros. “Terá de resolver os seus problemas com a frente dos perdedores”. A “geringonça”, como lhe chamou o líder centrista