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Três demissões por causa da bola

Foi há um ano. Três secretários de Estado foram ver um jogo da seleção portuguesa de futebol no Euro 2016 em França a convite da Galp. Ontem demitiram-se porque estavam à beira de ser constituídos arguidos sob a acusação de “recebimento indevido de vantagens”, segundo o Ministério Público.

Terá razões o Ministério Público para este caso? E se tem porque demorou um ano a acusação? Uma coisa é certa: o primeiro-ministro perde três homens da sua confiança na área económica. O Governo não pode deixar de se ressentir.

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  • A demissão de Rocha Andrade é um tiro no porta-aviões. Trata-se da única pessoa com tino e experiência política no Ministério das Finanças. Estas demissões são um aviso à navegação: já não se pode fazer política como sempre se fez

  • É difícil escrever sobre a demissão de três secretários de Estado que brevemente serão acusados do ‘hediondo’ de crime de viajarem à custa da GALP para ver jogos de Portugal no Europeu de futebol do ano passado. Eu sei que a maioria acha que eles fizeram bem (eu também acho) e que Costa não tinha outra hipótese senão aceitar a sua demissão (e não tinha). Mas vamos, por uma vez, colocar as coisas em perspetiva: as viagens pagas pela GALP são caso para abrir processos-crime? Ou há outras vantagens concedidas pela petrolífera que não conhecemos? Como não sei responder a esta segunda pergunta, vou apenas centrar-me no que sei