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Esta Turquia é culpa nossa

As instituições europeias não se deviam surpreender com os caminhos para um poder cada vez mais centralizado que a Turquia está a trilhar. Afinal, se bem que não se possa fazer o contrafactual, é de supor que se a Europa tivesse aceite o pedido de adesão da Turquia à União, que há exatamente 30 anos está em cima da mesa, talvez o regime de Ancara não estivesse a tornar-se cada vez menos democrático.

A Turquia apresentou o seu pedido de adesão à então Comunidade Económica Europeia em 14 de abril de 1987 mas já desde o ainda mais longínquo ano de 1963 que Ancara foi tentando desenvolver relações mais estreitas com as instituições europeias. Em 1995 assinou um acordo de união aduaneira com Bruxelas e, a 12 de dezembro de 1999, foi reconhecida oficialmente como candidata. Em 3 de outubro de 2005, foram iniciadas as negociações formais para a plena adesão da Turquia à União Europeia, mas desde aí tem sido manifesta a falta de vontade de alguns países europeus, com a Alemanha à cabeça, para aceitar a Turquia no clube.

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  • Foi um referendo, mas se não fosse assim seria de outra maneira. Na Turquia não estava, não está e não estará em jogo uma opção, mas sim um desígnio. Esse desígnio passa por recusar um estilo de vida e uma mundividência - a ocidental europeia - e impor outra - a oriental, própria de um sultanato. Quem não viu isto, desde o tempo em que os americanos, por ingenuidade ou perversidade, tiveram a ideia de integrar a Turquia na União Europeia, não conhecia a História

  • Os turcos vão ter um “superpresidente”. E agora?

    O “sim” venceu no referendo turco e com ele virá a maior mudança no país no último século. Mas a decisão é tudo menos pacífica, num país praticamente dividido ao meio. O que diz Erdogan? Porque é que a oposição contesta a validade dos resultados? E o que muda a partir de agora?

  • Um pouco de contexto, as perguntas que importam: é preciso falar da Turquia

    O mundo precisa de estar atento ao que há de suceder este domingo na Turquia: há um referendo convocado e especialistas, críticos, investigadores e jornalistas têm dito, escrito e anotado que o sistema parlamentar em vigor prepara-se para se transformar em sistema presidencial. O que na prática resultará no reforço dos poderes de um dos homens mais polémicos do cenário político mundial: Erdogan. Perceba porque é importante entender o que aí vem