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Os prazos da Justiça e o processo Marquês

Sim, é inaceitável que no processo Marquês já tenham sido ultrapassados todos os prazos legais para o Ministério Público deduzir a acusação – e, pelos vistos, deve vir aí mais um prolongamento de um mês. Sim, é inaceitável que tenha havido a prisão preventiva do ex-primeiro-ministro José Sócrates para investigar (ou para humilhar, segundo os seus indefetíveis apoiantes) em vez de investigar primeiro e prender depois. Sim, é inaceitável que os arguidos do processo estejam há mais de 1300 dias sem saber quais as acusações que lhes são dirigidas, apesar do segredo de justiça ser tábua rasa para jornais tabloides.

Sim, é inaceitável que todo o arrastar do processo e as fugas de informação tenham servido ao longo do tempo para cimentar na opinião pública que Sócrates é mesmo culpado de corrupção. Convenhamos, contudo, duas coisas. A primeira é que o não cumprimento dos prazos por parte do Ministério Público não é a exceção neste caso; é a regra, tendo levado noutros casos mediáticos à prescrição dos processos. E a segunda é que Sócrates continua a ter de explicar as estranhas relações financeiras que mantinha com o seu amigo Santos Silva.

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