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As sete falhas graves do governador

O governador do Banco de Portugal não pode ser afastado do cargo, a não ser por motivo de uma falha grave. A legislação sobre a matéria foi criada pelo Banco Central Europeu para manter a independência dos governadores do eurosistema. Infelizmente, o BCE esqueceu-se de tipificar o que é uma falha grave, o que torna virtualmente impossível a um Governo nacional demitir o governador do seu banco central, a não ser que assassine alguém ou que fuja com os lingotes de ouro do país que se encontram à sua guarda.

Como Carlos Costa não fará nenhuma dessas coisas, o que o Governo anda a fazer é moer-lhe o juízo a ver se sai pelo seu próprio pé. Impôs-lhe uma vice-governadora (Elisa Ferreira), um vice-governador (Luís Máximo dos Santos), um administrador (Luís Laginha de Sousa) e não aceita um dos nomes propostos pelo governador (Rui de Carvalho). O objetivo é óbvio: fragilizar e condicionar Carlos Costa e obrigá-lo a tomar a decisão de sair.

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  • BPI entregou a Carlos Costa um relatório explosivo

    Uma equipa de técnicos do BPI estudou a fundo as contas do Grupo Espírito Santo, referentes a 2010 e 2011. O resultado dessa análise está condensado num relatório, datado de janeiro de 2013. O documento foi entregue em mãos a Carlos Costa. A SIC tem uma cópia desse documento, que irá revelar no episódio 2 da Grande Reportagem “Assalto ao Castelo”, no Jornal da Noite desta quinta-feira

  • SIC revela relatório que provava falência do GES

    “Nunca fui, nunca pensei ser o dono disto tudo”. Ricardo Salgado fez o anúncio na Comissão Parlamentar de Inquérito, muitos anos depois do rótulo lhe ter sido colado pela primeira vez. A história e os factos desmentem, por isso, o desmentido de Ricardo Salgado.

  • Grande Reportagem SIC: Assalto ao Castelo

    Que papel teve afinal o Banco de Portugal no caso BES? O regulador sabia e não agiu a tempo? O poder de Ricardo Salgado terá ofuscado a atuação da supervisão? O Banco de Portugal omitiu informações aos deputados da Comissão de Inquérito ao BES? Quatro perguntas a que os três episódios da Grande Reportagem da SIC tentarão dar resposta

  • Na Comissão de Inquérito ao caso BES, Carlos Costa explicou a sua perturbante apatia: “No fim de 2013 o Banco de Portugal não dispunha de factos demonstrados que dentro do quadro então aplicável permitissem abrir um processo formal de verificação de idoneidade” de Ricardo Salgado. E o governador jurava não tinha retirado a idoneidade apenas porque “os condicionamentos legais” não o permitiam. Através da reportagem “Assalto ao Castelo”, da SIC, sabemos que foram os próprios serviços do Banco de Portugal que lhe disseram que tinha todos os instrumentos para afastar Ricardo Salgado. Temos as provas que faltavam para saber que as suas omissões foram conscientes e premeditadas. Carlos Costa é inamovível. Mas a sua permanência como governador do Banco de Portugal afeta a credibilidade da regulação, do sistema financeiro nacional e do País. Em relação ao mal que já provocou, pouco podemos fazer. Resta impedir que continue. Pressionando para que se demita

  • Chega a ser desesperante a facilidade com que no nosso excelente país à beira-mar plantado se acusa a polícia esquecendo os ladrões. Foi assim com Constâncio e o BPN; volta a ser com Carlos Costa e o BES. Pode dizer-se que nenhum dos governadores cometeu erros? Claro que ambos os cometeram, mas a questão aqui é outra: quem não os cometeria? Conhecem alguém? Acham que o Dr. Carlos Carvalhas, o Professor Louçã, o Dr. Eugénio Rosa ou a Drª Mariana Mortágua estariam bem no lugar?