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Os cúmplices da Ongoing

“O sucesso incomoda sempre, em especial aqueles que não são bem sucedidos”. A frase não é de nenhum grande guru internacional da gestão, mas de um portuguesíssimo gestor, cujo grande projecto acabou numa estrondosa falência: Nuno Vasconcelos, o homem que juntamente com Rafael Mora, construiu um império a partir de uma empresa de consultoria a que governantes e grandes empresas públicas e privadas se foram curvando, sem conseguirem perceber que o referido império tinha pés de barro. Mas mesmo tendo por trás a Sociedade Nacional de Sabões, controlada pela sua família, Vasconcelos só chegou onde chegou porque construiu uma enorme rede de cumplicidades e ganhou vastos apoios.

Vasconcelos e Mora partiram da empresa de consultoria Heydrick & Struggles, uma multinacional norte-americana que lhes permitiu utilizar o nome da empresa em regime de “franchising”. Com base nela e nos contactos pessoais que já tinham devido à rede de contactos sociais e familiares de Vasconcelos conseguiram passar a fazer a gestão das carreiras de altos quadros das maiores empresas portuguesas e a definir as políticas de recrutamento, bem como políticas salariais e a gestão de talentos, o que lhes permitiu ter acesso directo às administrações de empresas como a PT, EDP, BES e BCP, para algumas das quais chegaram a desenhar modelos de governo e a ser administradores.

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