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A vara torta do dr. Costa

Na apresentação da solução para os lesados do BES, o primeiro-ministro, António Costa, disse que “não conseguimos endireitar a sombra de uma vara torta”. Pois não. E a suspeita é de que para a colocar um pouco mais direita, os contribuintes serão chamados a pagar para isso.

É surpreendente que seja convocada uma conferência de imprensa para anunciar a resolução para o problema dos lesados do BES e depois não sejam dados esclarecimentos claros e cabais sobre o método que será seguido. Mas foi isso que aconteceu. Nem António Costa nem Diogo Lacerda Machado, que em nome do primeiro-ministro tinha como incumbência juntar as partes desavindas deram pormenores sobre como será resolvido o problema.

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  • Eu sei que as próximas linhas só me vão trazer dissabores. Acreditem, porém, que elas não são ditadas por qualquer desejo de prejudicar quem quer que seja. Pelo contrário, move-me uma questão que, penso, deveria unir todos: a Justiça. Ora, há tempos, o BES, por não poder ter mais dívida do próprio grupo no seu banco, vendeu-a aos balcões. Vendeu-a, ao que parece, de forma dolosa e enganadora aos seus clientes. A alguns terá mesmo vendido sem eles o saberem, desviando dinheiro de contas. Naturalmente, pessoas assim enganadas devem ser ressarcidas. Mas, pergunta-se, quem deve tomar essa decisão? Quem deve dirimir conflitos entre privados (BES e seus dirigentes e clientes e investidores)? A resposta, do meu ponto de vista, seria: os mecanismos regulatórios próprios e os tribunais