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Expresso

CGD: e porque não Rui Vilar?

A história de António Domingues à frente da Caixa Geral de Depósitos acabou mal, como já se adivinhava. Compartilha as culpas com o Governo e com a oposição. Mas ele contribuiu muito para este desfecho. Agora importa olhar para o futuro próximo. A Caixa precisa urgentemente de um novo presidente, prestigiado, respeitado, inatacável e que conheça o processo de recapitalização. Só há uma pessoa nessas condições: Rui Vilar, que já está no conselho de administração e foi um dos quatro administradores que não se demitiu.

O Governo demorou muito tempo a encontrar o substituto para José de Matos à frente da CDG. Depois, escolheu bem: um gestor profissional, respeitado, vindo da banca privada, com luz verde para escolher uma equipa competente, coesa e independente. E depois o Governo voltou a andar mal ao permitir que, com diversas exigências que Domingues colocou em cima da mesa, o processo se continuasse a arrastar até Setembro, enquanto a Caixa continuava a agonizar. Neste período, o Governo terá cometido outro pecado: o de garantir a Domingues e à sua equipa que não teriam de apresentar as suas declarações de património e de rendimento. E para isso fez um diploma à medida da nova equipa de administração da Caixa, talvez pensando que tal passaria despercebido. Não passou. E a partir daí, todo o processo foi conduzido (?) de uma forma completamente catastrófica.

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