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Costa e a recomposição fiscal

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Na entrevista que concede esta segunda-feira ao “Público”, o primeiro-ministro deixa claro aquilo que já se intuía em matéria fiscal: está em curso uma recomposição fiscal, que visa aliviar os trabalhadores por conta de outrem e penalizar outro tipo de rendimentos. A pergunta é se isto faz sentido – e se, já agora, o resultado será melhor para a economia.

Ninguém tem dúvidas que a classe média foi a mais atingida em matéria fiscal durante o período de ajustamento 2011-2015. Falo dos 50% de agregados que pagam impostos neste país, nomeadamente IRS, mas também IVA, IMI, taxa de esgotos, imposto sobre combustíveis, imposto de circulação, imposto sobre o tabaco, imposto sobre o álcool e por aí fora. Sim, eu sei que algumas destas taxas e impostos também são pagos pelos mais pobres e pelos mais ricos. Mas a maior parte da receita fiscal deste tipo de impostos vem da classe média.

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  • António Costa e Vítor Gaspar podiam ser como duas retas paralelas, que apenas se encontram no infinito. Não são. Os dois intercetam-se ao virar da primeira esquina de dificuldade. Lembram-se de o antigo ministro das Finanças, aquele neo-liberal horroroso, como lhe chamavam os agora amigos da geringonça, afirmar que os portugueses tinham de escolher sobre o nível de Estado Social que desejavam, porque os impostos teriam de ser em função disso? Pois bem, António Costa, hoje, numa entrevista ao ‘Público’, não só o reafirma como, partindo do princípio que todos querem o Estado Social (e nessa parte terá razão), afirma que os portugueses têm de escolher entre que impostos querem aumentar