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O senhor que nos tornou melhores

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Mário Moniz Pereira é daquelas pessoas que, em vida, se foram libertando da lei da morte. Com ele, o atletismo português passou a ganhar medalhas de ouro, prata e bronze. E o exemplo estendeu-se. Os atletas nacionais deixaram os complexos de inferioridade, meteram na cabeça que eram tão bons como os melhores e hoje em dia, em competições internacionais, ganhamos proporcionalmente muito mais medalhas do que aquelas que normalmente ganharíamos quando comparadas com a população portuguesa ou com o número de praticantes inscritos nas diversas modalidades. Ele acreditava em nós, na capacidade dos portugueses. Com ele, como diz Carlos Lopes, “éramos capazes de fazer coisas em que ninguém acreditava”.

Mas para se chegar aí foi preciso muito trabalho, muita determinação, muita perseverança, muito foco. Mário Moniz Pereira fazia os seus atletas treinar duas vezes por dia ao sol ou à chuva, no verão ou no inverno, com boas ou más condições, nos estádios ou nas estradas. Para ele, o treino diário era sagrado. E o plano estabelecido tinha de ser cumprido mesmo que houvesse um furacão. Era o primeiro a chegar ao estádio. Era ele sempre que esperava pela chegada dos atletas. Era ele o primeiro a dar o exemplo sob bátegas de água ou sob sol inclemente. E era o último a sair do treino, preparando já o trabalho do dia seguinte.

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