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Sanções para Portugal?! O presidente do PPE emparveceu?

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O presidente do PPE, Manfred Weber, enviou uma carta ao presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, pedindo-lhe, na prática, para aplicar sanções aos países da zona euro que não tenham cumprido o défice de 3% em 2016, nomeadamente Portugal e Espanha. Ora sabendo que dois vice-presidentes do grupo parlamentar do PPE são o português Paulo Rangel e o espanhol González Pons, que desconheciam a missiva, só pode concluir-se que o sr. Weber ou tem um grande desejo do protagonismo ou emparveceu momentaneamente.

“Todos os instrumentos, incluindo os da vertente corretiva, devem ser usados na sua força máxima”, escreve Weber na referida carta, exortando a Comissão a “assegurar uma implementação plena e coerente “ das regras orçamentais que todos os países da zona euro se comprometeram a cumprir.

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  • Num momento de impagável humor, Assunção Cristas espera “que o Governo consiga fazer voz grossa em Bruxelas” e “usar as suas influências, as suas amizades políticas” para evitar sanções por défice excessivo em 2015. Um partido que sempre aceitou que se falasse baixinho em Bruxelas pede para outro ganhar a coragem que ele nunca teve para resolver um problema que ele próprio ajudou a criar. E para isso conta com a solidariedade da família política europeia de quem governa quando a sua própria defende “força máxima” contra Portugal. Já Maria Luís Albuquerque escreveu ao vice da Comissão Europeia para lhe pedir compreensão. Acreditaria tratar-se de patriotismo se não me recordasse do empenho do PSD para tentar convencer colegas do PPE a chumbar o Orçamento de Estado de 2016. Desta vez, Passos, Albuquerque e Cristas sabem muitíssimo bem que eles seriam as principais vítimas políticas de sanção contra o governo português. É a sua própria imagem que os faz, por uma vez, contrariar Bruxelas. Uma boa notícia pelas mais cínicas razões