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A bicicleta sem ar nos pneus é da menina alemã

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Hoje é Dia da Europa. Nada melhor do que aproveitar para refletir sobre o clube de que fazemos parte desde 1 de janeiro de 1986 e das mudanças que nele ocorreram desde aí. É que, como diz em entrevista ao Diário de Notícias o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, a Europa continua a ser uma bicicleta, “mas sem ar nos pneus”. Ora uma bicicleta sem ar nos pneus pura e simplesmente não anda.

No princípio era a solidariedade. No princípio era a ideia de que todos os membros do clube se deveriam entreajudar para caminharem para um nível de vida mais ou menos idêntico – e havia fundos estruturais específicos para isso. No princípio só havia decisões tomadas por unanimidade. No princípio as presidências da União Europeia eram rotativas semestralmente entre os Estados membros.

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  • David Cameron conseguiu um regime de exceção numa Europa que anda a massacrar os países mais pobres por causa do “respeito por regras que são iguais para todos”. Um discurso que vai sendo repetido pelos tontinhos nacionais. Tirando uns alienados que passeiam pelos corredores das instituições europeias e algumas pessoas com um discurso generoso mas que desistiram de participar nos combates políticos que contam, já ninguém acredita no futuro deste projeto. Estão todos a ver o que ainda conseguem sacar dele. É isso que o Reino Unido está a tentar: sair da União ficando apenas com o que lhe interessa. Poderá sair através desta farsa ou pela vontade popular dos britânicos. A bem da clareza democrática espero que seja a segunda hipótese. Este gesto dos britânicos é apenas mais um momento da desconstrução da União, com passos curtos e a várias velocidades. Ao contrário do que fizemos no caminho inverso, devemos participar, de forma pragmática e construtiva, no fim ordenado deste projeto