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Expresso

Todas as fraquezas e o trunfo de um governo de esquerda

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Ninguém gosta de surpresas desagradáveis. Cavaco Silva, Pedro Passos Coelho e Paulo Portas deram como adquirido que, após as eleições de 4 de outubro, o passo seguinte seria o tradicional: a coligação Portugal à Frente, embora sem maioria absoluta, governaria o país, com o apoio pontual do PS para as questões essenciais, como o Orçamento do Estado.

Quando se confrontaram com uma solução alternativa, obviamente não gostaram. O Presidente da República deu nota disso mesmo, numa intervenção televisiva muitíssimo crispada. E vai ser este o tom nos próximos tempos.

Em Portugal, está a acontecer o impensável (ou está-se a fazer História). Na verdade, quem tem memória dos quarenta anos da nossa democracia diria sempre que seria totalmente impensável ver o PCP, o partido comunista mais ortodoxo da Europa, a apoiar um governo do PS, que sempre considerou um dos seus inimigos, se não o maior.

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