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Expresso

A Europa desalinhada

Em Budapeste, os "bananas" têm vida difícil

Chegados antes da queda do comunismo, os chineses fizeram do país a placa giratória do comércio com a Europa Central e Oriental. Mas a sua presença suscita hostilidade.

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"Não sou racista, mas detesto os chineses e os pretos." Esta frase, recolhida num inquérito sobre o acolhimento de alunos estrangeiros nos estabelecimentos húngaros, tornou-se familiar. Numa altura em que o número de novos imigrantes não pára de baixar na Hungria (a sua taxa não atinge os 2% da população), a xenofobia duplicou. Os chineses são os principais alvos dos seus ataques.

Sente-se especialmente em Budapeste, onde os negócios do mercado chinês do 8º Bairro marcam a colónia. Os produtos de alta tecnologia da indústria mecânica e electrónica, que atingem um montante de cerca de 7,5 mil milhões de dólares [5,5 mil milhões de euros], representam 80% das trocas económicas entre a China e a Hungria. Mas as bancas do mercado de K?bánya [bairro popular de Budapeste] exasperam as autoridades: nas inspecções, todas revelam sempre irregularidades.