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Expresso

A Europa desalinhada

Crispação e eleições

A Bélgica prepara-se para novas eleições. Foi a quinta vez num espaço de 30 meses que o primeiro-ministro Yves Letene apresentou a demissão. Uma questão de ingovernabilidade?

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"A Bélgica a caminho de uma aventura eleitoral", titula o "De Standaard", um dia depois de o rei Alberto II ter aceitado a demissão do Primeiro-ministro. Yves Leterme renunciou, após o fracasso das negociações interpartidárias sobre a divisão do arrondissement eleitoral bilingue de Bruxelles-Hal-Vilvorde (BHV), principal obstáculo na tensão que se vive entre francófonos e flamengos. A realização de eleições antecipadas afigura-se a única saída para a actual crise. O "La Libre Belgique" nota que "é a quinta vez" que Leterme apresenta a sua demissão - duas vezes como formador de Governo e três como chefe de Governo - "em trinta meses", ao passo que o "Le Soir" fala de uma "paralisia total", de um "caos indescritível, irresponsável, devastador" e considera que a Bélgica não se encontra "numa situação de risco financeiro que os mercados não possam perdoar". "Ninguém quer liderar" a Bélgica, , acrescentando que "este país testa os limites do absurdo. É preciso pensar se haverá um futuro comum para flamengos e francófonos sob o mesmo tecto belga".