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Expresso

A Europa desalinhada

Crise belga: não há razões para entrar em pânico

A crise política belga não preocupa os diplomatas acreditados em Bruxelas, mas é um "transtorno" para a Europa, a cerca de dois meses de a Bélgica assumir a presidência da UE

Helder C. Martins

Clique para saber tudo o que se passa na Europa A crise política belga não é motivo de verdadeira preocupação para os diplomatas acreditados em Bruxelas, com o início da presidência belga do Conselho da União Europeia marcado para dia 1 de Julho, escreve o "Le Soir". Contudo, esta crise "é um transtorno para a Europa", sublinha, por seu turno o diário económico francês, La Tribune, que adianta o facto de "a presidência belga ser muito aguardada por causa da discussão orçamental, da formação do serviço diplomático europeu e também do conjunto dos dossiers de regulação financeira". Preocupações que não têm verdadeira razão de ser, como refere o "Le Soir": "Na realidade, o mecanismo europeu está preparado para não capitular perante os fracassos de uma presidência rotativa. A prova está na República Checa. Em 2009, a violenta crise politica não impediu Praga de chegar ao fim de uma presidência sem esplendor". E o diário belga conclui: "Para além de que a Europa tem agora um Presidente do Conselho Europeu (Herman Van Rompuy) e uma Alta Representante (Catherine Ashton) que retiram à presidência da UE a sua importância de outrora".