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Expresso

A Europa desalinhada

Berlim sob o feitiço do pirata

Reivindicam transparência e democracia direta e cerca de um em cada vinte eleitores de Berlim acaba de votar neles. O partido Pirata não é apenas uma organização de 'nerds', também defende reivindicações que emanam do conjunto da sociedade, escreve o Süddeutsche Zeitung.

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Os eleitores de Berlim [que votaram a 18 de setembro], que se dividem numa multitude de diferentes meios, parecem reencontrar-se apenas em dois aspetos: o desamor pelo FDP [o partido liberal], que nunca recolhe mais de 3% dos votos - incluindo neste resultado os bairros burgueses do ocidente da capital - e o interesse pelo Partido Pirata, que ultrapassou alegremente a barreira dos 5% em todos os bairros da cidade.Em muitos casos, os Piratas ficaram à frente dos Verdes e, às vezes, até à frente da CDU. A base eleitoral do partido não se reduz apenas a uma espécie de cibercomunidade.Os princípios e o programa eleitoral do Partido Pirata de Berlim tem ideias como a gratuitidade dos transportes públicos e direito universal a uma casa, os que os aproxima da esquerda radical. As camisolas com capuz de alguns dos seus membros reforçam um pouco essa impressão. No entanto, os valores fundamentais dos piratas escapam à clássica dicotomia esquerda-direita.