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Expresso

A Europa desalinhada

Barack Brown quer seduzir Clegg Obama

A salvação do primeiro-ministro britânico pode passar por uma aliança com os liberais-democratas, em plena ascensão. Sem maioria absoluta, os conservadores poderão continuar longe do poder.

Pedro Cordeiro

Pedro Cordeiro

Editor da Secção Internacional

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Depois de a primeira página do diário The Guardian de 20 de Abril apresentar o líder liberal-democrata, Nick Clegg, como o "Obama britânico", hoje é a vez de The Independent propor um retrato minimalista de Gordon Brown, a lembrar Obama. Entrevistado pelo diário londrino, numa altura em que Partido Trabalhista está atrás dos conservadores e dos liberais-democratas nas sondagens para as eleições gerais de 6 de Maio, o primeiro-ministro cessante apelou a uma "aliança progressista de simpatizantes trabalhistas e liberais-democratas, que unam esforços para manter os conservadores afastados do poder". O apelo de Gordon Brown é visto como uma tentativa para evitar que os trabalhistas sejam destruídos pela Cleggomania, que veio alterar o cenário eleitoral a partir do momento em que o líder liberal-democrata venceu o primeiro debate televisivo entre os líderes dos três principais partidos políticos. Atendendo às excentricidades do sistema eleitoral britânico, é provável que o Partido Trabalhista fique em terceiro lugar nestas eleições e conquiste, mesmo assim, o maior número de mandatos num Parlamento sem maiorias absolutas. Nessa altura, irá precisar do Partido Liberal Democrata de Nick Clegg para formar Governo.