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Expresso

A oposição da Direita não radical

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Depois de uma governação que optou por carregar nos mais pobres e por inaugurar o maior saque fiscal da nossa história a quem menos pode, a direita não radical decidiu como fazer oposição.

Uma parte da oposição da direita não radical que saqueia pobres e remediados é feita em alguns órgãos de comunicação social, aliados à mesma e lançando paulatinamente catástrofes “a acontecer” ou traduzindo factos em títulos que a inteligência mediana da internet desmonta rapidamente.

A direita não radical que saqueia pobres e remediados faz oposição no plenário batendo fortemente nas mesas, não para não se ouvir a esquerda, mas para ficar mais silenciado o vazio de apresentação de propostas concretas, caso em que o PSD é campeão.

A direita não radical que saqueia pobres e remediados aposta todas as suas baterias na eventual queda do atual governo, a ver se regressam à love story da política “empobrecer para crescer” que teve os resultados espelhados no estudo sobre a desigualdade económica em Portugal coordenado por Carlos Farinha Rodrigues, estudo que dá voz a quem sabe ter sido calado e alvo do esforço do ajustamento, mas que não dá jeito às notícias.

A direita não radical que saqueia pobres e remediados faz oposição através da linguagem, dizendo muitas vezes “esquerdas radicais”, assim como um coro de crianças, coro que mais não reflete do que a desorientação de uma oposição que tem no PSD um líder que pediu à última hora para ser “desobrigado” (toda uma linguagem) de apresentar um livro criminoso, livro que andou a legitimar politicamente durante semanas.

A direita não radical que saqueia pobres e remediados acredita mesmo que o país confunde igualdade na distribuição de riqueza e o ponto final em matéria de exclusão de direitos sociais dos que têm menos recursos com uma alteração perigosíssima do regime. Os portugueses sabem que a alteração perigosa do regime foi a que presidiu à anterior governação e que aquilo a que a direita desorientada chama de “radicalismo” é a normalidade que a decência impõe.