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Expresso

Entrevista a Passos Coelho

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1. Ainda acredita que o BES não terá custos para todos nós?

2. É ou não verdade que o Governo PSD-CDS convenceu milhares de portugueses de que de que o banco era sólido e incentivou-os a acorrer ao aumento de capital, quando já estava à beira do precipício?

3. A totalidade dos 3,9 mil milhões de euros postos pelo Tesouro no Fundo de Capitalização é responsabilidade pública, ou não?

4. Se não, por que raio conta para o défice cuja previsão, agora, desmascara todo o discurso da coligação sobre o assunto?

5. É ou não verdade que o valor que ficar por recuperar - por incumprimento ou atraso no incumprimento da dívida contraída pelos bancos - é responsabilidade do Estado?

6. O primeiro-ministro atuou com sentido de responsabilidade ou voluntariamente fez por ignorar que as perdas dos bancos (público e privados) com o processo do Novo Banco são um terrível fator de risco acrescentado à situação da banca portuguesa?

7. Onde é que viu escrito que a reforma da segurança social feita pelo PS em 2007 era para 100 anos?

8. A situação atual da SS deve-se à reforma de 2007 ou, por exemplo, à emigração e ao desemprego e ao tipo de emprego que hoje temos?

9. O ajustamento faz-se pela classe média?

10. Qual o vosso programa eleitoral para além da taxação violenta da classe média?

11. As medidas do Banco Central do Europeu, que agora o alegram e servem de campanha, não mereceram, anteriormente, o seu expresso desacordo?

12. Onde é que fundamenta a sua afirmação segundo a qual “daqui a duas legislaturas vamos estar entre as 10 maiores economias do mundo”

13. Está arrependido de ter privatizado a ANA?

14. Em que realidade se baseia para dizer que “vai tudo continuar na mesma”?

15. De acordo com o Tribunal de Contas, em 2014, apenas 33% dos estagiários foram integrados após a conclusão do estágio. Ou seja, concluído o estágio, apenas um em cada três estagiários ficaram empregados voltando os outros dois à condição de desempregados. Com que base refutou estes dados?

16. Em que dados e apoia para ter afirmado que “este governo cumpriu todas as metas do défice” quando as metas para o défice que constam do primeiro documento oficial que o governo apresentou (DEO 2011/15 – agosto de 2011) não foram cumpridas? Em 2012, o défice deveria ter sido de 4,5% e foi de 5,6%; em 2013, deveria ter sido de 3% e foi de 4,8%; em 2014, deveria ter sido de 1,8% e foi de 4,5%; e em 2015, deveria ser de 0,5% e será de 3,2%, de acordo com a previsão do FMI.

17. Mentiu ou enganou-se?

18. Que famílias conhece que hoje pagam menos impostos após o “enorme aumento de impostos de Vitor Gaspar”?

19. As famílias desempregadas?

20. Pode concretizar?

21. Em que dados se baseia para afirmar que “conseguimos criar emprego para recuperar a destruição durante o período mais forte de crise”, quando o governo destruiu 445 mil empregos durante o período mais forte de crise, antes dos chumbos do Tribunal Constitucional?

22. Como contesta a realidade de entregar um país com menos 200 mil empregos do que quando entrou em funções?

23. É ou não verdade que a perda seria ainda superior se fossem considerados os programas ocupacionais nas estatísticas do emprego?

24. Quais foram os benefícios fiscais na área da educação invocados por si, quando introduziu uma alteração que exclui dos benefícios fiscais com “despesas com a educação” as verbas gastas pelas famílias com material escolar?

25. Pode explicar?

26. Por que razão entende que as mulheres devem ser tuteladas no processo da IVG por médicos e psicólogos objetores de consciência, refletirem obrigatoriamente acompanhadas, e forçadas a uma consulta compulsiva pós-IVG?

27. Como vai concretizar esta lei?

28. Vai amarrar as mulheres ou vai busca-las a casa com a polícia para irem à consulta pós-IVG?

29. Qual o seu fundamento constitucional, e não eleitoralista, para insistir que as mulheres que não são casadas ou unidas de facto com um homem e que precisam, sem discriminações, de recorrer a técnicas de PMA, estão a praticar uma ilicitude e não o direito à maternidade?

30. Qual o fundamento constitucional, e não eleitoralista, para não reconhecer famílias homoparentais?

31. Será por não serem uma cópia da sua família?

32. Qual a relação entre orientação sexual e parentalidade no seu pensamento atual e não no de há uns anos em que se afirmava claramente a favor da adoção por casais do mesmo sexo?

33. O que é para si, a autenticidade e a coerência?