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Expresso

A mentira quinzenal de Passos

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No último debate quinzenal, quando o PM dissertava, mais uma vez, sobre as causas do crescimento do consumo interno, referi como causa evidente do impacto positivo no consumo e na economia as conhecidas decisões do Tribunal Constitucional.

São estas decisões e nenhuma “vontade” animadora da economia e do consumo que merecem referência.

Tive a honra de ver Passos, entusiasmado, dirigir-se à minha pessoa afirmando que o Tribunal Constitucional não teve “nada” – repito –, “nada” a ver com a matéria porque foi o Governo que tratou de compensar integralmente, “nomeadamente por via fiscal”, as medidas de austeridade chumbadas pelo vilipendiado Tribunal Constitucional.

A direita aplaudiu a mentira.

Como afirmei no dia da ilusão entusiasmada, a minha afirmação está documentada, não é matéria de opinião.

Recordou bem o Deputado João Galamba o que diz o Conselho de Finanças Públicas na sua análise à execução orçamental de 2013: “a execução de 2013 sugere que as medidas de consolidação orçamental do lado da despesa não compensaram integralmente o efeito da reposição de subsídios. Foi enunciada a intenção de medidas de redução de despesa em montante próximo do impacto da reposição de subsídios aos trabalhadores do sector público e pensionistas. Contudo, descontando o efeito de aumentos de despesa não discricionários (como é o caso como é o aumento de despesas com apoio ao desemprego, o aumento do número de pensionistas, e variação de encargos brutos com parcerias público-privadas), a concretização dessa intenção não transparece da evolução verificada na despesa (….) (página 14 e 15).

A minha pergunta é simples:

- "O senhor primeiro-ministro mantém o que disse ou insiste na mentira?"