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Chamem-me o que quiserem

Thomas Piketty - o Estado, os bons e os vilões

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O economista que se tornou uma espécie de 'popstar' - embora seja modesto nas opiniões que tem sobre si próprio e sobre o seu livro "O Capital no Séc. XXI", que o tornou famoso, o que só lhe fica bem - nada tendo a ver com Marx, como se tentou fazer passar, tem, como quase toda a esquerda, uma crença natural na bondade do Estado. É essa fé que me faz desconfiar de algumas das suas propostas, embora concorde com outras que me parecem de elementar bom senso

Henrique Monteiro

Henrique Monteiro

Redator Principal

A receita do dia é ter de escolher um lado, e rapidamente. Ou és de direita ou de esquerda; ou a favor de Cavaco ou o detestas; ou gostas de Costa ou achas que ele é uma avantesma; ou defendes Piketty ou o atacas. A ponderação é mal vista por quase toda a gente e quem tenta ser ponderado sofre a acusação de ser conciliador. Defender o 'bloco central', o que hoje mais vozes fazem, era, há seis ou sete anos, já em plena crise, uma coisa de malucos. Por algum motivo, eu penso que ninguém tem toda a razão, nem que a razão mora apenas de um lado da vida. Pelo contrário - o que é verdadeiramente simples é escolher um campo e a partir daí atirar pedras aos outros. Não faço isso em relação a Piketty, mas também não o incenso.

 

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