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Expresso

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Seguro era o problema do PS, não era?

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Parece evidente que o PS teve um problema chamado António José Seguro, porque a partir do momento em que ele abandonou a liderança para António Costa, tudo se compôs. Tenho de fazer uma espécie de autocrítica porque nunca acreditei que o problema fosse Seguro. Mas hoje, passados seis meses, não há como reconhecer que, em relação às Europeias de 2014 que o PS venceu tangencialmente por 3,7% a coligação PSD/CDS, com 31,5 por cento dos votos, os socialistas já cresceram, de acordo com as sondagens atuais, seis pontos percentuais para os 37,5%

Henrique Monteiro

Henrique Monteiro

Redator Principal

Só isto prova que Seguro puxava o PS para resultados muito abaixo das suas possibilidades. Claro que há o 'pequeno problema' de estes 37,5% representarem agora um avanço de apenas 2,8 por cento em relação ao conjunto PSD/CDS. Mas o facto de este avanço ter diminuído não me parece demérito de Costa, pelo contrário, tem de ser mérito de Passos e de Portas cujos partidos cresceram mais do que o PS - sete pontos percentuais. Se assim não for, a tese de que Seguro era o problema não funciona e as contas não batem certas.

 

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