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Expresso

Chamem-me o que quiserem

O estranho caso da diretora que não servia para diretora

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O mal de nomear gente competente para cargos de responsabilidade reside na sua independência. Por isso os governos - e este, apesar de todas as boas intenções com que encheria um razoável inferno, não foge à regra - optam pelos que tem mais à mão. Não lhes queria chamar boys ou girls, mas esta é, também, a designação que tenho mais à mão.

Henrique Monteiro

Henrique Monteiro

Redator Principal

O estranho caso de Helena Borges, que por duas vezes não foi considerada competente para dirigir a Autoridade Tributária (AT), é emblemático. Pode não ser o pior exemplo, pode até nem ser um mau exemplo, mas é um símbolo de como se atua. A senhora concorre por duas vezes a diretora-geral da AT e uma comissão séria, dirigida por um homem reputadamente sério, o professor João Bilhim, recusa o seu nome. O resultado é este: essa senhora é, neste momento (depois das demissões por motivos conhecidos), a diretora-geral da AT. Não sei se perceberam bem o mecanismo. A verdade é que ele não é inteiramente para perceber.

 

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