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Chamem-me o que quiserem

A irresistível tentação de 'combater a bagunça'

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No 'Observador', José Manuel Fernandes lembra que estamos em 2015 e não em 1972, quando Marcello Caetano mudou o nome dos serviços de censura para 'Exame Prévio'; no 'Diário de Notícias', Ferreira Fernandes faz uma contraproposta divertida e o diretor, André Macedo, uma crítica bem estruturada; no 'Público' afirma-se, em manchete, que a Comunicação Social ameaça não cobrir as eleições legislativas; no 'Expresso Curto' desta manhã Martim Silva interrogava-se sobre a possibilidade de haver uma lei para impedir leis estúpidas

Henrique Monteiro

Henrique Monteiro

Redator Principal

Sabem o porquê desta unanimidade? É porque os jornalistas são corporativos e recusam obedecer ao Parlamento, ao PSD, PS e CDS, que quer impor justiça e liberdade na cobertura das campanhas. Os jornais o que pretendem é uma anarquia: dar a cada assunto, a cada pessoa, a cada campanha, a importância que eles julgam ter. Mas quem são os jornalistas ou os jornais para decidir tais coisas? Quem os elegeu? Como se sabe, democracia que é democracia, deixa as decisões editoriais nas mãos dos políticos, ou, vá lá, da polícia ou de uma coisa semelhante, tipo Comissão ou Entidade. Jamais nas mãos dessa canzoada, que são os jornalistas, sobretudo sabendo-se que alguns deles - para citar o higiénico Dr. Araújo ­- nem se lavam! Há que pôr ordem nisto!

 

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