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Centeno: o grande golpe é na direita

É visível que a maior azia com a eleição de Centeno para o Eurogrupo é dos partidos à esquerda do PS. Afinal, o Governo é como os outros e segue uma ortodoxia europeia tão irrepreensível que o seu ministro das Finanças se torna o presidente dos ministros das Finanças do Euro. Mas é à direita que o golpe é maior. Porque demonstra que, sem se afastar da essência ortodoxa dos défices baixos, dos saldos primários e das reduções da dívida, é possível amarrar a extrema-esquerda

PCP e Bloco têm, ainda assim, um argumento reforçado. Não fossem eles, o PS andava a fazer o mesmo do que o PSD. E não anda, sobretudo no setor público e também (há que ser justo) porque a conjuntura internacional lhe foi favorável. Mas a direita diz o quê? Há mais paz social, há mais rendimentos, há mais confiança, há o reconhecimento inequívoco da Europa. Qual o motivo essencial para não celebrar com o Governo? Nenhum!

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