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O país dos segredinhos

Há coisas que sinceramente não entendo. Se compreendo a razão de muita coisa ser oculta da opinião pública, dos jornais, daqueles que apenas querem ver as tragédias e os horrores ou somente lhes interessa a coscuvilhice pura, não entendo como uma parte de um relatório feito por especialistas para determinar como foi possível um incêndio como o de Pedrógão – o incêndio onde morreu mais gente em Portugal (pelo menos desde que há registos) possa ter uma parte secreta. Exatamente aquela que descreve como se deram as mortes

O coordenador do trabalho, Xavier Viegas, professor da Universidade de Coimbra, chama-lhe censura. Eu subscrevo. É censura e da pior! Porque é a pedido do Governo que a Comissão Nacional de Proteção de Dados inviabiliza a divulgação do dito capítulo. Que aliás já estava truncado de nomes e, por vezes, de lugares, substituídos por letras e por números. O argumento é não violar a privacidade, a dor, o luto das famílias. Curiosamente, algumas delas estão entre quem mais se tem batido pela sua divulgação.

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